sábado, 31 de maio de 2014

PESQUISA

OS CAMINHOS DA DESCOBERTA Um dos precursores da pesquisa de toxinas animais para a obtenção de fármacos revela detalhes sobre a criação do anti-hipertensivo captopril e diz que o Brasil deve aproveitar o conhecimento gerado por seus próprios cientistas Os caminhos da descoberta Um dos precursores da pesquisa de toxinas animais para a obtenção de fármacos revela detalhes sobre a criação do anti-hipertensivo captopril e diz que o Brasil deve aproveitar o conhecimento gerado por seus próprios cientistas Por Alice Giraldi Serendipity. O sentido original dessa expressão de origem inglesa é "capacidade de fazer descobertas importantes por acaso". É assim que o médico e farmacologista Sérgio Henrique Ferreira, 75 anos, define as condições que o levaram, em 1965, a isolar o fator de potenciação da bradicinina (BPF), substância com atividade vasodilatadora e hipotensiva presente no veneno da cobra Bothrops jararaca. A descoberta de Ferreira possibilitou a criação do captopril e de toda uma geração de medicamentos mundialmente utilizados no tratamento da hipertensão e da insuficiência cardíaca. Embora o pesquisador credite a identificação do BPF ao acaso, em ciência vale mais a máxima atribuída a Louis Pasteur: "O acaso só favorece a mente preparada". No caso do jovem cientista Sérgio Ferreira, "preparada" não queria dizer necessariamente experiente, mas curiosa, criativa, determinada e com uma particular capacidade de observação. Quando identificou o fator de potenciação da bradicinina, molécula que havia sido isolada em 1948 pelo renomado farmacologista brasileiro Maurício Rocha e Silva, Ferreira contava apenas 31 anos de idade, era médico recém-formado e aluno de pós-graduação no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP). Ao lado do mestre Rocha e Silva, o cientista é um dos precursores nas pesquisas sobre a utilização de toxinas animais no desenvolvimento de fármacos. Ainda hoje, o captopril e os demais anti-hipertensivos que dele derivaram são os únicos exemplos acabados de um veneno animal sintetizado e usado com finalidade terapêutica. A droga acabou se convertendo em um dos maiores sucessos da indústria farmacêutica mundial, numa história permeada por lances dramáticos, que envolveu um processo de propriedade intelectual e patente do qual o pesquisador brasileiro terminou excluído. Mecanismos de analgesia Se não houve compensação financeira para o cientista que originou tal descoberta, não tem faltado a ele o reconhecimento de seus pares. Ao longo de sua carreira, Sérgio Ferreira recebeu inúmeros prêmios e condecorações e foi citado em cerca de 11 mil artigos científicos. Em 1990, a Sociedade Norueguesa de Hipertensão instituiu o Prêmio Ferreira Award, concedido a cientistas cujas pesquisas alcançam lugar de destaque na área de hipertensão. Desde 1984, o pesquisador é membro da Academia Brasileira de Ciências, presidiu a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) entre 1997 e 1999 e hoje integra a National Academy of Sciences (NAS), dos Estados Unidos, como membro estrangeiro. O respeito da comunidade científica se apoia também no fato de que a lista de contribuições de Ferreira à ciência não se restringe ao tema do controle da pressão arterial. Na década de 1970, quando trabalhava com o bioquímico inglês John Vane, o pesquisador ajudou a desvendar o mecanismo de ação da aspirina, até então desconhecido. Em 1982, a descoberta rendeu um Nobel a Vane, que citou diversas vezes o pesquisador brasileiro em seu discurso de agradecimento pelo prêmio. Desde então, Ferreira tem se dedicado ao estudo dos mecanismos moleculares da dor e da ação dos analgésicos e é reconhecido internacionalmente como uma autoridade nessa área. Além de manterse em plena atividade de pesquisa, a cada dois anos, o professor ministra um curso de pós-graduação na área de dor no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, ao qual está vinculado há quatro décadas. Suas atividades incluem ainda a manutenção do site Dor Online (DOL) - criado, coordenado e financiado pessoalmente por ele, com recursos recebidos em premiações científicas. O espaço virtual publica boletins semanais sobre tópicos de interesse para clínicos, especialistas, pesquisadores e também para o público leigo. Na entrevista a seguir, concedida à Pesquisa Médica, Sérgio Ferreira revela detalhes históricos sobre a descoberta do fator de potenciação da bradicinina, fornece a sua própria versão a respeito do episódio que envolveu o depósito da patente da molécula por uma empresa internacional e opina sobre o que o Brasil deve fazer para aproveitar o conhecimento de seus cientistas no desenvolvimento de seus próprios fármacos. Pesquisa Médica - Quase meio século se passou desde que o senhor isolou o fator de potenciação da bradicinina, que deu origem ao captopril, e ainda hoje circulam diferentes versões dessa história. Como aconteceu de fato essa descoberta e a sua transformação numa das drogas mais bem-sucedidas da indústria farmacêutica? Sérgio Ferreira - Em 1961, quando eu era aluno do professor Maurício Rocha e Silva na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, chegaram ao laboratório algumas ampolas de bradicinina sintética. Logo percebi que a versão sintética era fraquinha quando comparada à produzida a partir do veneno. Aí, pensei com os meus botões: vou tentar descobrir um potenciador de bradicinina. Como já havia o modelo da acetilcolina, cuja potenciação se dava quando se inibia a sua destruição, pensei em fazer o mesmo com a bradicinina. Naquela época, chegou às minhas mãos uma revista científica em que havia um artigo sobre a carboxipeptidase. Tratava-se de uma metaloproteína, portanto, uma enzima que continha um metal. Imaginei que substâncias quelantes poderiam inibir essa enzima. Dito e feito: em 1962, eu já estava publicando um paper mostrando que alguns quelantes eram capazes de inibir a carboxipeptidase. Então decidi fazer um experimento com a bradicinina. Colocamos o veneno da Bothrops na musculatura lisa da cobaia e ela se contraía. Pensei que isso poderia ocorrer porque o substrato da bradicinina ainda estava presente na preparação e decidi usar o quelante para potenciar e demonstrar isso. Eu estava trabalhando com controles de histamina, de acetilcolina e, para a minha surpresa, quando coloquei veneno nos controles, percebi que este só potenciava a bradicinina, não potenciava os controles. Imediatamente, precipitei as proteínas do veneno para separar os peptídeos - e verifiquei que havia alguns peptídeos capazes de potenciar a bradicinina. Isso é serendipity. Como eu já tinha feito a mesma coisa com a carboxipeptidase e o inibidor de metaloproteína, reconheci o mesmo fenômeno quando vi aquela potenciação. Mas fui educado no processo. Eu não era farmacólogo. Ninguém do grupo era. Pesquisa Médica - Como o professor Rocha e Silva reagiu à sua descoberta? Sérgio Ferreira - Contei ao professor e ele duvidou que um jovem, como eu era, que não entendia bulhufas de ciência, pudesse ter descoberto algo tão importante. Mas Rocha e Silva ia viajar, então, eu disse a ele que, na sua ausência, tentaria isolar a molécula. Ele me estendeu um frasquinho com veneno de Bothrops e disse: "Se isso for verdade, quando eu voltar você já terá demonstrado". Fiz novos experimentos e mostrei que era um peptídeo do veneno que potenciava. Ele não tinha nenhum efeito por si só, agia apenas quando se colocava a bradicinina, e escrevi um paper. Quando o professor voltou da viagem e viu o experimento que eu havia feito, bateu nas minhas costas e disse: "Este ano fizemos uma boa descoberta". Pesquisa Médica - E vocês, daí, publicaram o artigo? Sérgio Ferreira - Como Rocha e Silva era o catedrático, pensei que ele iria entrar no estudo e assinar como dono do assunto. Eu havia entregue o meu paper para ele dar uma olhada. Uma semana depois, ele me procurou e me deu o artigo de volta, com o nome dele riscado. Eu perguntei: "Professor, o senhor não acredita nos meus resultados?". Ele respondeu: "Eu acredito. Mas, se eu entrar, ninguém vai acreditar que você fez sozinho". Além de tirar o nome dele, o Rocha e Silva ainda mandou o artigo para o British Journal of Pharmacology, com uma carta, para ser publicado. Que atitude! Pesquisa Médica - De que maneira o fator de potenciação da bradicinina chegou à Inglaterra e foi patenteado por um laboratório internacional? Sérgio Ferreira - Em 1964 me candidatei a uma bolsa na Inglaterra e fui trabalhar com o John Vane, em Londres. Durante três anos, fizemos ensaios com a bradicinina e a prostaglandina. Em 1967, de volta ao Brasil, continuei a trabalhar no fator de potenciação. Em 1968, a convite do Rocha e Silva, recebemos a visita de um químico americano chamado Lewis Green, que também havia se interessado pelo BPF. Juntos, identificamos a estrutura molecular do tetrapeptídeo. Esse trabalho foi a base para a síntese do primeiro fator. Em experimentos sobre hipertensão animal realizados em Ribeirão Preto com o professor Krieger (NR: Eduardo Moacyr Krieger, médico e fisiologista brasileiro), havíamos mostrado que o pentapeptídeo sintético funcionava. Durante a minha segunda estada na Inglaterra com o John Vane, fizemos estudos que deixaram claro que a mesma enzima que destruía a bradicinina era capaz de converter angiotensina I em angiotensina II. Isso queria dizer que, ao fazer a potenciação da bradicinina, inibíamos a conversão da angiotensina. Foi aí que se juntaram os quadros. Pesquisa Médica - E o desenvolvimento do fármaco foi obtido como? Sérgio Ferreira - O John Vane, que era assessor da Squibb e amigo íntimo do presidente do laboratório, levou essa informação para lá e disse: "Isso vai servir para inibir a hipertensão". Naquela época, o setor de peptídeos da Squibb estava à morte, mas eles resolveram tocar adiante a minha pesquisa, sem muita expectativa. Trabalharam na purificação das moléculas. A primeira molécula, que era o pentapeptídeo, eu já tinha mostrado, então eles não podiam patentear. Mas purificaram as outras e patentearam. Teoricamente, eles não poderiam ter a patente, porque se tratava de uma substância de origem animal. Mas não falaram nada e publicaram como sendo uma estrutura que eles inventaram. Eu chamava o fator de potenciação da bradicinina de BPF, do inglês bradykinin potentiating factor, e eles passaram a chamar de ACE, de angiotensin converting enzyme, ou enzima conversora de angiotensina, o que, do ponto de vista ético, estava errado. Porque, por definição, quem tem o direito de nomear a família é aquele que faz a primeira síntese. Pesquisa Médica - O que houve a seguir? Sérgio Ferreira - A Squibb fez experimentos com o nonapeptídeo, mostrando que funcionava no controle da hipertensão humana. Mas o nonapeptídeo era muito caro para ser sintetizado e não funcionava por via oral, teria de ser injetável. O laboratório pensou em desistir do projeto, mas, nesse momento em que estava para desistir, dois americanos entraram na história. Eles inventaram um jeito, a partir da estrutura de um peptídeo que inibia a metaloenzima, de transformá-lo em um não peptídeo. O pessoal da Squibb levou o maior susto, porque a essa altura vários laboratórios farmacêuticos já haviam entendido que era importante fazer isso. Então correram e sintetizaram uma dezena de moléculas semelhantes, com base no último dos aminoácidos de todos os peptídeos, que era uma prolina, acoplando-a a um radical SH. Isso viabilizou a forma oral e baixou os custos. Assim foi criado o captopril. Pesquisa Médica - O senhor tem participação em outra importante descoberta científica, a que revelou os mecanismos de ação da aspirina. Sérgio Ferreira - Sim. Em 1971, eu havia voltado a trabalhar com o John Vane em Londres e o grupo dele descobriu o mecanismo de ação da aspirina, que acontece pelo bloqueio da síntese da prostaglandina. Minha contribuição a essa descoberta por vezes é esquecida, mas é por esse motivo que até hoje atuo no programa de dor. Naquela época, os testes de dor em humanos eram realizados na subderme exposta, pela formação de bolhas na pele, provocadas com cantaridina. Fazíamos testes com a prostaglandina, mas não havia dor nenhuma. Então, como explicar a analgesia pelo bloqueio da síntese da prostaglandina, já que ela não causava dor? Eu queria fazer um experimento em animal, mas não obtinha permissão, porque não sabia dizer exatamente o que queria descobrir. Entretanto, pela legislação britânica, eu poderia fazer essa experiência em humanos porque, como médico, seria o responsável. Então, convidei vários artistas e cientistas brasileiros que estavam exilados em Londres. Passamos uma tarde testando todas as substâncias que poderiam causar dor. Lá pelas cinco horas da tarde abrimos o protocolo, olhamos e vimos que estava uma bagunça generalizada: a histamina tinha mais efeito que a prostaglandina, nada batia. Na Inglaterra é costume dizer que "as mágoas a gente não leva para casa, lava no pub". Então fomos todos para o pub. Fazia frio e estávamos vestindo uns casacões, que deixamos pendurados perto da porta. Horas depois, quando decidimos ir embora, fomos vestir de novo os casacos. Aí notamos que em alguns locais em que havíamos feito os testes sentíamos dor quando o tecido do casaco roçava. Perguntei se todos sentiam algo semelhante. Como a resposta foi "sim", pedi para tirarem os casacos e fui olhar. Percebi que só havia dor nos locais em que havia sido injetada a prostaglandina. A conclusão foi que a prostaglandina não causava dor, mas sensibilizava para a dor sob estímulo mecânico, químico. Pesquisa Médica - E quanto às outras descobertas sobre analgésicos que foram feitas pelo seu grupo de pesquisa? Sérgio Ferreira - Entre outras coisas, descobrimos o mecanismo de ação da dipirona, que, diferentemente da aspirina, bloqueia diretamente a hiperalgesia, e fomos os primeiros a mostrar que a morfina tem ação periférica. Trabalho com a ideia de que a morfina não deve entrar no sistema nervoso central para não causar problemas. Quando se acrescenta um metil à morfina, ela não cruza a barreira hematoencefálica no cérebro e na medula espinal. Essas drogas têm atividade analgésica central sem que provoquem os efeitos colaterais no estômago e a paralisação do intestino causados pela morfina. A crotalfina, isolada no Butantan, é um analgésico com ação periférica. Já analisamos e vimos que, possivelmente, em virtude do tipo de molécula, não penetra na massa encefálica. Pesquisa Médica - Como o senhor vê o surgimento dessas novas moléculas, como a crotalfina, e o momento atual brasileiro em que parece haver disposição para investir no desenvolvimento de biofármacos? Sérgio Ferreira - Não basta chegar à molécula, é necessário fabricar as drogas. Aliás, nunca vamos chegar à molécula se não fabricarmos as drogas, porque o investimento é grande para chegar a ele e é preciso recuperá-lo. Costumo dizer que o que caracteriza o subdesenvolvimento de um país é a sua incapacidade de utilizar o conhecimento gerado pelos seus próprios cientistas. Chegamos a fabricar medicamentos no Brasil - antibióticos, por exemplo −, mas essas indústrias não progrediram, porque não houve investimento suficiente para manter a produção. Nossa indústria química morreu com a abertura comercial nos anos 1990, que ocorreu sem nenhuma proteção. Ela arrebentou com as nossas indústrias, porque não havia como competir com as empresas estrangeiras. Perdemos grande parte dos nossos químicos, que, depois disso, foram trabalhar em outros países. Creio que, no Brasil de hoje, desenvolvimento tecnológico na área farmacêutica é fazer a indústria química ir para a frente. - Endereço web: http://www.revistapesquisamedica.com.brtextos.asp?codigo=11735

NOTICIAS DA ANVISA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a distribuição, o comércio e o uso, em todo o país, do medicamento Resfenol, solução oral gotas, fabricado pela empresa Kley Hertz S.A. Indústria e Comércio. A agência cancelou o registro do antigripal sob a alegação de que o produto não apresenta estudos clínicos que comprovem sua eficácia. A empresa fabricante fica responsável pelo recolhimento de todo o estoque existente no mercado. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, entra em vigor hoje (30). Leia também no Portal EBC: Anvisa suspende venda de medicamento para controle de diabetes Anvisa adia decisão sobre substância derivada da maconha Também foi suspenso pela Anvisa o Lote 09411231 do antibiótico Cefalexina 500mg comprimido, fabricado pelo Laboratório Teuto Brasileiro e com validade até janeiro de 2016. O fabricante já iniciou o recolhimento voluntário de lote, por apresentar oito comprimidos na embalagem com dez. O Lote 46199 do antiácido Kollangel 100ml suspensão oral (hidróxido de alumínio + hidróxido de magnésio), produzido pela empresa Natulab Laboratório S.A, foi suspenso pela agência por apresentar resultados insatisfatórios nos ensaios de aspecto e de contagem do número total de microorganismos mesófilos. A empresa tem que recolher o estoque existente desse lote no mercado. O produto CAMOMILAbaby C (suplemento de vitaminas C e D em cápsulas) também teve suspensas pela Anvisa a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e utilização. O suplemento vitamínico estava sendo fabricado irregularmente pela D.S. Rodrigues Alimentos-ME, que não tem autorização de funcionamento para produção de medicamentos. A venda do produto era feita pela empresa Brascom Home Telemarketing Ltda. A empresa fabricante é responsável pelo recolhimento do produto. Editor: Nádia Franco

sábado, 3 de maio de 2014

LEI Nº 12.550, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2011.

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.550, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2011. Mensagem de veto Autoriza o Poder Executivo a criar a empresa pública denominada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH; acrescenta dispositivos ao Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal; e dá outras providências. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o Fica o Poder Executivo autorizado a criar empresa pública unipessoal, na forma definida no inciso II do art. 5o do Decreto-Lei no 200, de 25 de fevereiro de 1967, e no art. 5o do Decreto-Lei no 900, de 29 de setembro de 1969, denominada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH, com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio, vinculada ao Ministério da Educação, com prazo de duração indeterminado. § 1o A EBSERH terá sede e foro em Brasília, Distrito Federal, e poderá manter escritórios, representações, dependências e filiais em outras unidades da Federação. § 2o Fica a EBSERH autorizada a criar subsidiárias para o desenvolvimento de atividades inerentes ao seu objeto social, com as mesmas características estabelecidas no caput deste artigo, aplicando-se a essas subsidiárias o disposto nos arts. 2o a 8o, no caput e nos §§ 1o, 4o e 5o do art. 9o e, ainda, nos arts. 10 a 15 desta Lei. Art. 2o A EBSERH terá seu capital social integralmente sob a propriedade da União. Parágrafo único. A integralização do capital social será realizada com recursos oriundos de dotações consignadas no orçamento da União, bem como pela incorporação de qualquer espécie de bens e direitos suscetíveis de avaliação em dinheiro. Art. 3o A EBSERH terá por finalidade a prestação de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico à comunidade, assim como a prestação às instituições públicas federais de ensino ou instituições congêneres de serviços de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde pública, observada, nos termos do art. 207 da Constituição Federal, a autonomia universitária. § 1o As atividades de prestação de serviços de assistência à saúde de que trata o caput estarão inseridas integral e exclusivamente no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS. § 2o No desenvolvimento de suas atividades de assistência à saúde, a EBSERH observará as orientações da Política Nacional de Saúde, de responsabilidade do Ministério da Saúde. § 3o É assegurado à EBSERH o ressarcimento das despesas com o atendimento de consumidores e respectivos dependentes de planos privados de assistência à saúde, na forma estabelecida pelo art. 32 da Lei no 9.656, de 3 de junho de 1998, observados os valores de referência estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Art. 4o Compete à EBSERH: I - administrar unidades hospitalares, bem como prestar serviços de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico à comunidade, no âmbito do SUS; II - prestar às instituições federais de ensino superior e a outras instituições congêneres serviços de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde pública, mediante as condições que forem fixadas em seu estatuto social; III - apoiar a execução de planos de ensino e pesquisa de instituições federais de ensino superior e de outras instituições congêneres, cuja vinculação com o campo da saúde pública ou com outros aspectos da sua atividade torne necessária essa cooperação, em especial na implementação das residências médica, multiprofissional e em área profissional da saúde, nas especialidades e regiões estratégicas para o SUS; IV - prestar serviços de apoio à geração do conhecimento em pesquisas básicas, clínicas e aplicadas nos hospitais universitários federais e a outras instituições congêneres; V - prestar serviços de apoio ao processo de gestão dos hospitais universitários e federais e a outras instituições congêneres, com implementação de sistema de gestão único com geração de indicadores quantitativos e qualitativos para o estabelecimento de metas; e VI - exercer outras atividades inerentes às suas finalidades, nos termos do seu estatuto social. Art. 5o É dispensada a licitação para a contratação da EBSERH pela administração pública para realizar atividades relacionadas ao seu objeto social. Art. 6o A EBSERH, respeitado o princípio da autonomia universitária, poderá prestar os serviços relacionados às suas competências mediante contrato com as instituições federais de ensino ou instituições congêneres. § 1o O contrato de que trata o caput estabelecerá, entre outras: I - as obrigações dos signatários; II - as metas de desempenho, indicadores e prazos de execução a serem observados pelas partes; III - a respectiva sistemática de acompanhamento e avaliação, contendo critérios e parâmetros a serem aplicados; e IV - a previsão de que a avaliação de resultados obtidos, no cumprimento de metas de desempenho e observância de prazos pelas unidades da EBSERH, será usada para o aprimoramento de pessoal e melhorias estratégicas na atuação perante a população e as instituições federais de ensino ou instituições congêneres, visando ao melhor aproveitamento dos recursos destinados à EBSERH. § 2o Ao contrato firmado será dada ampla divulgação por intermédio dos sítios da EBSERH e da entidade contratante na internet. § 3o Consideram-se instituições congêneres, para efeitos desta Lei, as instituições públicas que desenvolvam atividades de ensino e de pesquisa na área da saúde e que prestem serviços no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS. Art. 7o No âmbito dos contratos previstos no art. 6o, os servidores titulares de cargo efetivo em exercício na instituição federal de ensino ou instituição congênere que exerçam atividades relacionadas ao objeto da EBSERH poderão ser a ela cedidos para a realização de atividades de assistência à saúde e administrativas. § 1o Ficam assegurados aos servidores referidos no caput os direitos e as vantagens a que façam jus no órgão ou entidade de origem. § 2o A cessão de que trata o caput ocorrerá com ônus para o cessionário. (Revogado pela Lei nº 12.863, de 2013) Art. 8o Constituem recursos da EBSERH: I - recursos oriundos de dotações consignadas no orçamento da União; II - as receitas decorrentes: a) da prestação de serviços compreendidos em seu objeto; b) da alienação de bens e direitos; c) das aplicações financeiras que realizar; d) dos direitos patrimoniais, tais como aluguéis, foros, dividendos e bonificações; e e) dos acordos e convênios que realizar com entidades nacionais e internacionais; III - doações, legados, subvenções e outros recursos que lhe forem destinados por pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado; e IV - rendas provenientes de outras fontes. Parágrafo único. O lucro líquido da EBSERH será reinvestido para atendimento do objeto social da empresa, excetuadas as parcelas decorrentes da reserva legal e da reserva para contingência. Art. 9o A EBSERH será administrada por um Conselho de Administração, com funções deliberativas, e por uma Diretoria Executiva e contará ainda com um Conselho Fiscal e um Conselho Consultivo. § 1o O estatuto social da EBSERH definirá a composição, as atribuições e o funcionamento dos órgãos referidos no caput. § 2o (VETADO). § 3o (VETADO). § 4o A atuação de membros da sociedade civil no Conselho Consultivo não será remunerada e será considerada como função relevante. § 5o Ato do Poder Executivo aprovará o estatuto da EBSERH. Art. 10. O regime de pessoal permanente da EBSERH será o da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, e legislação complementar, condicionada a contratação à prévia aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, observadas as normas específicas editadas pelo Conselho de Administração. Parágrafo único. Os editais de concursos públicos para o preenchimento de emprego no âmbito da EBSERH poderão estabelecer, como título, o cômputo do tempo de exercício em atividades correlatas às atribuições do respectivo emprego. Art. 11. Fica a EBSERH, para fins de sua implantação, autorizada a contratar, mediante processo seletivo simplificado, pessoal técnico e administrativo por tempo determinado. § 1o Os contratos temporários de emprego de que trata o caput somente poderão ser celebrados durante os 2 (dois) anos subsequentes à constituição da EBSERH e, quando destinados ao cumprimento de contrato celebrado nos termos do art. 6o, nos primeiros 180 (cento e oitenta) dias de vigência dele. § 2o Os contratos temporários de emprego de que trata o caput poderão ser prorrogados uma única vez, desde que a soma dos 2 (dois) períodos não ultrapasse 5 (cinco) anos. Art. 12. A EBSERH poderá celebrar contratos temporários de emprego com base nas alíneas a e b do § 2º do art. 443 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, mediante processo seletivo simplificado, observado o prazo máximo de duração estabelecido no seu art. 445. Art. 13. Ficam as instituições públicas federais de ensino e instituições congêneres autorizadas a ceder à EBSERH, no âmbito e durante a vigência do contrato de que trata o art. 6o, bens e direitos necessários à sua execução. Parágrafo único. Ao término do contrato, os bens serão devolvidos à instituição cedente. Art. 14. A EBSERH e suas subsidiárias estarão sujeitas à fiscalização dos órgãos de controle interno do Poder Executivo e ao controle externo exercido pelo Congresso Nacional, com auxílio do Tribunal de Contas da União. Art. 15. A EBSERH fica autorizada a patrocinar entidade fechada de previdência privada, nos termos da legislação vigente. Parágrafo único. O patrocínio de que trata o caput poderá ser feito mediante adesão a entidade fechada de previdência privada já existente. Art. 16. A partir da assinatura do contrato entre a EBSERH e a instituição de ensino superior, a EBSERH disporá de prazo de até 1 (um) ano para reativação de leitos e serviço inativos por falta de pessoal. Art. 17. Os Estados poderão autorizar a criação de empresas públicas de serviços hospitalares. Art. 18. O art. 47 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso V: “Art. 47. ..................................................................... ............................................................................................. V - proibição de inscrever-se em concurso, avaliação ou exame públicos.” (NR) Art. 19. O Título X da Parte Especial do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, passa a vigorar acrescido do seguinte Capítulo V: “CAPÍTULO V DAS FRAUDES EM CERTAMES DE INTERESSE PÚBLICO Fraudes em certames de interesse público ‘Art. 311-A. Utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do certame, conteúdo sigiloso de: I - concurso público; II - avaliação ou exame públicos; III - processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou IV - exame ou processo seletivo previstos em lei: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. § 1o Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita, por qualquer meio, o acesso de pessoas não autorizadas às informações mencionadas no caput. § 2o Se da ação ou omissão resulta dano à administração pública: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. § 3o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o fato é cometido por funcionário público.’ (NR)” Art. 20. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 15 de dezembro de 2011; 190o da Independência e 123o da República. DILMA ROUSSEFF Fernando Haddad Alexandre rocha Santos Padilha Miriam Belchior Este texto não substitui o publicado no DOU de 16.12.2011

DECRETO Nº 7.661, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2011.

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 7.661, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2011. Aprova o Estatuto Social da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares -EBSERH, e dá outras providências. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 12.550, de 15 de dezembro de 2011, DECRETA: Art. 1o Fica aprovado o Estatuto Social da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH, nos termos do Anexo, empresa pública federal, unipessoal, vinculada ao Ministério da Educação. Art. 2o A constituição inicial do capital social da EBSERH será de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais), a ser integralizado pela União. Art. 3o O disposto no art. 1o, inciso II do caput, do Decreto no 757, de 19 de fevereiro de 1993, não se aplica à EBSERH. Art. 4o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 28 de dezembro de 2011; 190o da Independência e 123o da República. DILMA ROUSSEFF José Henrique Paim Fernandes Alexandre Rocha Santos Padilha Miriam Belchior Este texto não substitui o publicado no DOU de 29.12.2011 ANEXO ESTATUTO SOCIAL DA EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES S.A. - EBSERH CAPÍTULO I DA NATUREZA, FINALIDADE, SEDE E DURAÇÃO Art. 1o A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH, empresa pública dotada de personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio, reger-se-á pelo presente Estatuto Social e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis. Parágrafo único. A EBSERH fica sujeita à supervisão do Ministro de Estado da Educação. Art. 2o A EBSERH tem sede e foro em Brasília, Distrito Federal, e atuação em todo o território nacional, podendo criar subsidiárias, sucursais, filiais ou escritórios e representações no país. Art. 3o A EBSERH terá por finalidade a prestação de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico à comunidade, assim como a prestação às instituições públicas federais de ensino ou instituições congêneres de serviços de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde pública, observada, nos termos do http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/Constituicao/Constituicao.htm - art207art. 207 da Constituição, a autonomia universitária. § 1o As atividades de prestação de serviços de assistência à saúde de que trata o caput estarão inseridas integral e exclusivamente no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS. § 2o No desenvolvimento de suas atividades de assistência à saúde, a EBSERH observará as diretrizes e políticas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. § 3o A execução das atividades mencionadas neste artigo dar-se-á por meio da celebração de contrato específico para este fim, pactuado de comum acordo entre a EBSERH e cada uma das instituições de ensino ou instituições congêneres, respeitado o princípio da autonomia das universidades. § 4o A EBSERH, no exercício de suas atividades, deverá estar orientada pelas políticas acadêmicas estabelecidas no âmbito das instituições de ensino com as quais estabelecer contrato de prestação de serviços. Art. 4o O prazo de duração da EBSERH é indeterminado. Art. 5o A EBSERH sujeitar-se-á ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários. CAPÍTULO II DO CAPITAL SOCIAL E DOS RECURSOS Art. 6o O capital social da EBSERH é de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais), integralmente sob a propriedade da União. Parágrafo único. O capital social da EBSERH poderá ser aumentado e integralizado com recursos oriundos de dotações consignadas no orçamento da União, bem como pela incorporação de qualquer espécie de bens e direitos suscetíveis de avaliação em dinheiro. Art. 7o Constituem recursos da EBSERH: I - as dotações que lhe forem consignadas no orçamento da União; II - as receitas decorrentes: a) da prestação de serviços compreendidos em seu objeto; b) da alienação de bens e direitos; c) das aplicações financeiras que realizar; d) dos direitos patrimoniais, tais como aluguéis, foros, dividendos e bonificações; e e) dos acordos e convênios que realizar com entidades nacionais e internacionais; III - doações, legados, subvenções e outros recursos que lhe forem destinados por pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado; IV - os oriundos de operações de crédito, assim entendidos os provenientes de empréstimos e financiamentos obtidos pela entidade; e V - rendas provenientes de outras fontes. Parágrafo único. O lucro líquido da EBSERH será reinvestido para atendimento do objeto social da empresa, excetuadas as parcelas decorrentes da reserva legal e da reserva para contingência. CAPÍTULO III DA COMPETÊNCIA Art. 8o A EBSERH exercerá atividades relacionadas com suas finalidades, competindo-lhe, particularmente: I - administrar unidades hospitalares, bem como prestar serviços de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico à comunidade, integralmente disponibilizados ao Sistema Único de Saúde; II - prestar, às instituições federais de ensino superior e a outras instituições públicas congêneres, serviços de apoio ao ensino e à pesquisa e à extensão, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde publica, em consonância com as diretrizes do Poder Executivo; III - apoiar a execução de planos de ensino e pesquisa de instituições federais de ensino superior e de outras instituições públicas congêneres, cuja vinculação com o campo da saúde pública ou com outros aspectos da sua atividade torne necessária essa cooperação, em especial na implementação de residência médica ou multiprofissional e em área profissional da saúde, nas especialidades e regiões estratégicas para o SUS; IV - prestar serviços de apoio à geração do conhecimento em pesquisas básicas, clínicas e aplicadas nos hospitais universitários federais e a outras instituições públicas congêneres; V - prestar serviços de apoio ao processo de gestão dos hospitais universitários e federais e a outras instituições públicas congêneres, com a implementação de sistema de gestão único com geração de indicadores quantitativos e qualitativos para o estabelecimento de metas; e VI - exercer outras atividades inerentes às suas finalidades. Art. 9o A EBSERH prestará os serviços relacionados às suas competências mediante contrato com as instituições federais de ensino ou instituições públicas congêneres, o qual conterá, obrigatoriamente: I - as obrigações dos signatários; II - as metas de desempenho, indicadores e prazos de execução a serem observados pelas partes; e III - a respectiva sistemática de acompanhamento e avaliação, contendo critérios e parâmetros a serem aplicados. Parágrafo único. A EBSERH dará ampla publicidade aos contratos firmados, inclusive por meio de sítio na Internet. CAPÍTULO IV DOS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS Art. 10. São órgãos estatutários da EBSERH: I - o Conselho de Administração; II - a Diretoria Executiva; III - o Conselho Fiscal; e IV - o Conselho Consultivo. Art. 11. Não podem participar dos órgãos da EBSERH, além dos impedidos por lei: I - os que detenham controle ou participação relevante no capital social de pessoa jurídica inadimplente com a EBSERH ou que lhe tenha causado prejuízo ainda não ressarcido, estendendo-se esse impedimento aos que tenham ocupado cargo de administração em pessoa jurídica nessa situação, no exercício social imediatamente anterior à data da eleição ou nomeação; II - os que houverem sido condenados por crime falimentar, de sonegação fiscal, de prevaricação, de corrupção ativa ou passiva, de concussão, de peculato, contra a economia popular, contra a fé pública, contra a propriedade ou que houverem sido condenados a pena criminal que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; III - os declarados inabilitados para cargos de administração em empresas sujeitas a autorização, controle e fiscalização de órgãos e entidades da administração pública direta e indireta; IV - os declarados falidos ou insolventes; V - os que detiveram o controle ou participaram da administração de pessoa jurídica concordatária, falida ou insolvente, no período de cinco anos anteriores à data da eleição ou nomeação, salvo na condição de síndico, comissário ou administrador judicial; VI - sócio, ascendente, descendente ou parente colateral ou afim, até o terceiro grau, de membro do Conselho de Administração, da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal; VII - os que tiverem interesse conflitante com a sociedade. § 1o Aos integrantes dos órgãos de administração é vedado intervir em operação em que, direta ou indiretamente, sejam interessadas sociedades de que detenham o controle ou participação superior a cinco por cento do capital social. § 2o O impedimento referido no § 1o aplica-se, ainda, quando se tratar de empresa em que ocupem ou tenham ocupado, em período imediatamente anterior à investidura na EBSERH, cargo de gestão. CAPÍTULO V DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Art. 12. O órgão de orientação superior da EBSERH é o Conselho de Administração, composto por nove membros, nomeados pelo Ministro de Estado da Educação, obedecendo a seguinte composição: I - três membros indicados pelo Ministro de Estado da Educação, sendo que um será o Presidente do Conselho e outro substituto nas suas ausências e impedimentos; II - o Presidente da Empresa, que não poderá exercer a Presidência do Conselho, ainda que interinamente; III - um membro indicado pelo Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão; IV - dois membros indicados pelo Ministro de Estado da Saúde; V - um representante dos empregados e respectivo suplente, na forma da Lei nº 12.353, de 28 de dezembro de 2010; e VI - um membro indicado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior - ANDIFES, sendo reitor de universidade federal ou diretor de hospital universitário federal. § 1o O prazo de gestão dos membros do Conselho de Administração será de dois anos contados a partir da data de publicação do ato de nomeação, podendo ser reconduzidos por igual período. § 2o O representante dos empregados, de que trata o inciso V deste artigo, e seu respectivo suplente, serão escolhidos dentre os empregados ativos da EBSERH, pelo voto direto de seus pares, em eleição organizada pela empresa em conjunto com as entidades sindicais que os representem, na forma da Lei no 12.353, de 2010, e sua regulamentação. § 3o O representante dos empregados não participará das discussões e deliberações sobre assuntos que envolvam relações sindicais, remuneração, benefícios e vantagens, inclusive assistenciais ou de previdência complementar, hipóteses em que fica configurado o conflito de interesse, sendo tais assuntos deliberados em reunião separada e exclusiva para tal fim. § 4o A investidura dos membros do Conselho de Administração far-se-á mediante assinatura em livro de termo de posse. § 5o Na hipótese de recondução, o prazo de nova gestão conta-se a partir da data do término do prazo de gestão anterior. § 6o Findo o prazo de gestão, o membro do Conselho de Administração permanecerá no exercício da função até a investidura de substituto. § 7o No caso de vacância definitiva do cargo de Conselheiro, o substituto será nomeado pelos Conselheiros remanescentes e servirá até a designação do novo representante, exceto no caso do representante dos empregados. § 8o O suplente do representante dos empregados exercerá suas funções apenas no caso de vacância definitiva do seu titular. § 9o Salvo impedimento legal, os membros do Conselho de Administração farão jus a honorários mensais correspondentes a dez por cento da remuneração média mensal dos Diretores da EBSERH, além do reembolso, obrigatório, das despesas de locomoção e estada necessárias ao desempenho da função. § 10. Além dos casos de morte, renúncia, destituição e outros previstos em lei, considerar-se-á vaga a função de membro do Conselho de Administração que, sem causa formalmente justificada, não comparecer a duas reuniões consecutivas ou três alternadas, no intervalo de um ano, salvo caso de forca maior ou caso fortuito. Art. 13. Compete ao Conselho de Administração: I - fixar as orientações gerais das atividades da EBSERH; II - examinar e aprovar, por proposta do Presidente da EBSERH, políticas gerais e programas de atuação a curto, médio e longo prazo, em harmonia com a política de educação, com a política de saúde e com a política econômico-financeira do Governo Federal; III - aprovar o regimento interno da EBSERH, que deverá conter, dentre outros aspectos, a estrutura básica da empresa e os níveis de alçada decisória da Diretoria e do Presidente, para fins de aprovação de operações; IV - aprovar o orçamento e programa de investimentos e acompanhar a sua execução; V - aprovar os contratos previstos no art. 6o da Lei no 12.550, de 2011; VI - apreciar os relatórios anuais de auditoria e as informações sobre os resultados da ação da EBSERH, bem como sobre os principais projetos por esta apoiados; VII - autorizar a contratação de auditores independentes; VIII - opinar e submeter à aprovação do Ministro de Estado da Fazenda, por intermédio do Ministro de Estado da Educação: a) o relatório de administração e as demonstrações contábeis anuais da EBSERH; b) a proposta de destinação de lucros ou resultados; c) a proposta de criação de subsidiárias; e d) a proposta de dissolução, cisão, fusão e incorporação que envolva a EBSERH. IX - deliberar sobre alteração do capital e do estatuto social da EBSERH; X - deliberar, mediante proposta da Diretoria Executiva, sobre: a) o regulamento de licitação; b) o regulamento de pessoal, incluindo o regime disciplinar e as normas sobre apuração de responsabilidade; c) o quadro de pessoal, com a indicação do total de vagas autorizadas; e d) o plano de salários, benefícios, vantagens e quaisquer outras parcelas que componham a retribuição de seus empregados; XI - autorizar a aquisição, alienação e a oneração de bens imóveis e valores mobiliários; XII - autorizar a contratação de empréstimos no interesse da EBSERH; XIII - designar e destituir o titular da auditoria interna, após aprovação da Controladoria Geral da União; e XIV - dirimir questões em que não haja previsão estatutária, aplicando, subsidiariamente, a Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Art. 14. O Conselho de Administração reunir-se-á, ordinariamente, mensalmente e, extraordinariamente, sempre que for convocado pelo Presidente, a seu critério, ou por solicitação de, pelo menos, quatro de seus membros. § 1o O Conselho somente deliberará com a presença da maioria absoluta dos seus membros. § 2o As deliberações do Conselho serão tomadas por maioria simples de votos dos presentes, respeitado o quorum do § 1o, e registradas em atas, cabendo ao Presidente, além do voto ordinário, o voto de qualidade. CAPÍTULO VI DA DIRETORIA Art. 15. A EBSERH será administrada por uma Diretoria Executiva, composta pelo Presidente e até seis Diretores, todos nomeados e destituíveis, a qualquer tempo, pelo Presidente da República, por indicação do Ministro de Estado da Educação. § 1o A investidura dos membros da Diretoria far-se-á mediante assinatura em livro de termo de posse. § 2o O Presidente e Diretores da EBSERH serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I - idoneidade moral e reputação ilibada; II - notórios conhecimentos na área de gestão, da atenção hospitalar e do ensino em saúde; e III - mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior. Art. 16. Compete à Diretoria: I - administrar e dirigir os bens, serviços e negócios da EBSERH e decidir, por proposta dos responsáveis pelas respectivas áreas de coordenação, sobre operações de responsabilidade situadas no respectivo nível de alçada decisória estabelecido pelo Conselho de Administração; II - propor e implementar as linhas orientadoras da ação da EBSERH; III - apreciar e submeter ao Conselho de Administração o orçamento e programa de investimentos da EBSERH; IV - deliberar sobre operações, situadas no respectivo nível de alçada decisória estabelecido pelo Conselho de Administração; V - autorizar a aquisição, alienação e oneração de bens móveis, exceto valores mobiliários, podendo estabelecer normas e delegar poderes; VI - analisar e submeter à aprovação do Conselho de Administração propostas de aquisição, alienação e oneração de bens imóveis e valores mobiliários; VII - estabelecer normas e delegar poderes, no âmbito de sua competência; VIII - elaborar as demonstrações financeiras de encerramento de exercício; IX - autorizar a realização de acordos, contratos e convênios que constituam ônus, obrigações ou compromissos para a EBSERH, exceto os constantes do art. 6o da Lei no 12.550, de 2011; e X - pronunciar-se sobre todas as matérias que devam ser submetidas ao Conselho de Administração. Art. 17. A Diretoria reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por semana e, extraordinariamente, sempre que convocada pelo Presidente da EBSERH, deliberando com a presença da maioria de seus membros. § 1o As deliberações da Diretoria serão tomadas por maioria de votos e registradas em atas, cabendo ao Presidente, além do voto ordinário, o de qualidade. § 2o O Presidente poderá vetar as deliberações da Diretoria, submetendo-as, neste caso, ao Conselho de Administração. Art. 18. Compete ao Presidente: I - representar a EBSERH, em juízo ou fora dele, podendo delegar essa atribuição, em casos específicos, e, em nome da entidade, constituir mandatários ou procuradores; II - convocar e presidir as reuniões da Diretoria; III - coordenar o trabalho das unidades da EBSERH, podendo delegar competência executiva e decisória e distribuir, entre os Diretores, a coordenação dos serviços da empresa; IV - editar normas necessárias ao funcionamento dos órgãos e serviços da EBSERH, de acordo com a organização interna e a respectiva distribuição de competências estabelecidas pela Diretoria; V - admitir, promover, punir, dispensar e praticar os demais atos compreendidos na administração de pessoal, de acordo com as normas e critérios previstos em lei e aprovados pela Diretoria, podendo delegar esta atribuição no todo ou em parte; VI - designar substitutos para os membros da Diretoria, em seus impedimentos temporários, que não possam ser atendidos mediante redistribuição de tarefas, e, no caso de vaga, até o seu preenchimento; e VII - apresentar, trimestralmente, ao Conselho de Administração relatório das atividades da EBSERH. Art. 19. Aos Diretores compete auxiliar o Presidente na direção e coordenação das atividades da EBSERH e exercer as tarefas de coordenação que lhe forem atribuídas em regimento ou delegadas pelo Presidente. Art. 20. Os contratos que a EBSERH celebrar ou em que vier a intervir e os atos que envolvam obrigações ou responsabilidades por parte da empresa serão assinados pelo Presidente, em conjunto com um Diretor. § 1o Os títulos ou documentos emitidos em decorrência de obrigações contratuais, bem como os cheques e outras obrigações de pagamento serão assinados pelo Presidente, que poderá delegar esta atribuição. § 2o Na hipótese de delegação da atribuição referida no § 1o, os títulos, documentos, cheques e outras obrigações deverão conter, pelo menos, duas assinaturas. CAPÍTULO VII DO CONSELHO FISCAL Art. 21. O Conselho Fiscal, como órgão permanente da EBSERH, compõe-se de três membros efetivos e respectivos suplentes, nomeados pelo Ministro de Estado da Educação, sendo: I - um membro indicado pelo Ministro de Estado da Educação, que exercerá a sua presidência; II - um membro indicado pelo Ministro de Estado da Saúde; e III - um membro indicado pelo Ministro de Estado da Fazenda como representante do Tesouro Nacional. § 1o A investidura dos membros do Conselho Fiscal far-se-á mediante registro na ata da primeira reunião de que participarem. § 2o O mandato dos membros do Conselho Fiscal será de dois anos contados a partir da data de publicação do ato de nomeação, podendo ser reconduzidos por igual período. § 3o Salvo impedimento legal, os membros do Conselho Fiscal farão jus a honorários mensais correspondentes a dez por cento da remuneração média mensal dos Diretores da EBSERH, além do reembolso, obrigatório, das despesas de locomoção e estada necessárias ao desempenho da função. Art. 22. Cabe ao Conselho Fiscal: I - fiscalizar, por qualquer de seus membros, os atos dos administradores e verificar o cumprimento dos seus deveres legais e estatutários; II - opinar sobre o relatório anual da administração e demonstrações financeiras do exercício social; III - opinar sobre a modificação do capital social, planos de investimento ou orçamentos de capital, transformação, incorporação, fusão ou cisão; IV - denunciar, por qualquer de seus membros, os erros, fraudes ou crimes que descobrirem, e sugerir providências úteis; V - analisar, ao menos trimestralmente, o balancete e demais demonstrações financeiras elaboradas periodicamente pela EBSERH; e VI - acompanhar a execução patrimonial, financeira e orçamentária, podendo examinar livros e quaisquer outros documentos e requisitar informações. § 1o A Diretoria e o Conselho de Administração são obrigados a disponibilizar, por meio de comunicação formal, aos membros em exercício do Conselho Fiscal, dentro de dez dias, cópia das atas de suas reuniões e, dentro de quinze dias de sua elaboração, cópias dos balancetes e demais demonstrações financeiras elaboradas periodicamente, bem como dos relatórios de execução do orçamento. § 2o O Conselho Fiscal reunir-se-á, ordinariamente, a cada mês e, extraordinariamente, quando convocado pelo seu Presidente. § 3o Em caso de renúncia, falecimento ou impedimento, os membros efetivos do Conselho Fiscal serão substituídos pelos seus suplentes, até a nomeação de novo membro. § 4o Além dos casos de morte, renúncia, destituição e outros previstos em lei, considerar-se-á vaga a função de membro do Conselho Fiscal que, sem causa formalmente justificada, não comparecer a duas reuniões consecutivas ou três alternadas, no intervalo de um ano, salvo caso de forca maior ou caso fortuito. CAPÍTULO VIII DO CONSELHO CONSULTIVO Art. 23. Conselho Consultivo é órgão permanente da EBSERH que tem as finalidades de consulta, controle social e apoio à Diretoria Executiva e ao Conselho de Administração, e é constituído pelos seguintes membros: I- o Presidente da EBSERH, que o preside; II - dois representantes do Ministério da Educação; III - um representante do Ministério da Saúde; IV - um representante dos usuários dos serviços de saúde dos hospitais universitários federais, indicado pelo Conselho Nacional de Saúde; V - um representante dos residentes em saúde dos hospitais universitários federais, indicado pelo conjunto de entidades representativas; VI - um reitor ou diretor de hospital universitário, indicado pela ANDIFES; e VII - um representante dos trabalhadores dos hospitais universitários federais administrados pela EBSERH, indicado pela respectiva entidade representativa. § 1o Os membros do Conselho Consultivo serão indicados bienalmente pelos respectivos órgãos e entidades e designados pelo Ministro de Estado da Educação, sendo sua investidura feita mediante registro na ata da primeira reunião de que participarem. § 2o A atuação de membros da sociedade civil no Conselho Consultivo não será remunerada e será considerada como função relevante, assegurado o reembolso das despesas de locomoção e estada necessárias ao desempenho da função. Art. 24. Compete ao Conselho Consultivo: I - opinar sobre as linhas gerais das políticas, diretrizes e estratégias da EBSERH, orientando o Conselho de Administração e a Diretoria Executiva no cumprimento de suas atribuições; II - propor linhas de ação, programas, estudos, projetos, formas de atuação ou outras medidas, orientando para que a EBSERH atinja os objetivos para a qual foi criada; III - acompanhar e avaliar periodicamente o desempenho da EBSERH; e IV - assistir à Diretoria e ao Conselho de Administração em suas funções, sobretudo na formulação, implementação e avaliação das estratégias de ação da EBSERH. Art. 25. O Conselho Consultivo reunir-se-á ordinariamente pelo menos uma vez por ano e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo presidente, por sua iniciativa ou por solicitação do Conselho de Administração, ou a pedido de um terço dos seus membros. CAPÍTULO IX DO EXERCÍCIO SOCIAL, DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E DOS LUCROS Art. 26. O exercício social da EBSERH coincidirá com o ano civil. Art. 27. A EBSERH levantará demonstrações financeiras e procederá à apuração do resultado em 31 de dezembro de cada exercício. Art. 28. Do resultado do exercício, feita a dedução para atender a prejuízos acumulados e a provisão para imposto sobre a renda, o Conselho de Administração proporá ao Ministro de Estado da Fazenda a sua destinação, observando a parcela de cinco por cento para a constituição da reserva legal, até o limite de vinte por cento do capital social. Parágrafo único. Os prejuízos acumulados devem, preferencialmente, ser deduzidos do capital social. CAPÍTULO X DA ORGANIZAÇÃO INTERNA E DO PESSOAL Art. 29. A estrutura organizacional da EBSERH e a respectiva distribuição de competências serão estabelecidas pelo Conselho de Administração, mediante proposta da Diretoria Executiva. Parágrafo único. O órgão de auditoria interna da EBSERH vincula-se diretamente ao Conselho de Administração. Art. 30. Aplica-se ao pessoal da EBSERH o regime jurídico estabelecido pela legislação vigente para as relações de emprego privado. Parágrafo único. O ingresso do pessoal far-se-á mediante concurso público de provas ou de provas e títulos, observadas as normas específicas expedidas pela Diretoria, respeitado o disposto no art. 10 da Lei nº 12.550, de 2011. CAPÍTULO XI DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. 31. Os membros do Conselho de Administração, da Diretoria Executiva, do Conselho Fiscal e os ocupantes de cargos de confiança, direção, assessoramento ou chefia, ao assumirem suas funções, apresentarão declaração de bens e renda, anualmente renovada. Art. 32. A EBSERH, na forma previamente definida pelo Conselho de Administração, assegurará aos integrantes e ex-integrantes dos Conselhos de Administração e Fiscal e da Diretoria Executiva a defesa em processos judiciais e administrativos contra eles instaurados pela prática de atos no exercício do cargo ou função, nos casos em que não houver incompatibilidade com os interesses da empresa. Parágrafo único. A defesa prevista no caput aplica-se, no que couber, e a critério do Conselho de Administração, aos empregados ocupantes e ex-ocupantes de cargo ou de função de confiança. Art. 33. A EBSERH rege-se pela Lei no 12.550, de 2011, pela Lei no 6.404, de 1976, por este Estatuto e pelas

AULA LEGISLAÇÃO EBSRH -CONCURSO

E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Educação, criada pela Lei Federal nº 12.550, de 15 de dezembro de 2011. E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ FINALIDADE : a prestação de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico à comunidade, assim como a prestação às instituições públicas federais de ensino ou instituições congêneres de serviços de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde pública, observada, nos termos do Art. 207 da Constituição Federal, a autonomia universitária. E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ Art. 207 da Constituição Federal – Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. § 1º É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 11, de 1996) § 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e tecnológica.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 11, de 1996) E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 11, DE 30 DE ABRIL DE 1996 E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ COMPETENCIAS administrar unidades hospitalares, bem como prestar serviços de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico à comunidade, integralmente disponibilizados ao Sistema Único de Saúde; prestar, às instituições federais de ensino superior e a outras instituições públicas congêneres, serviços de apoio ao ensino e à pesquisa e à extensão, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde publica, em consonância com as diretrizes do Poder Executivo; apoiar a execução de planos de ensino e pesquisa de instituições federais de ensino superior e de outras instituições públicas congêneres, cuja vinculação com o campo da saúde pública ou com outros aspectos da sua atividade torne necessária essa cooperação, em especial na implementação de residência médica ou multiprofissional e em área profissional da saúde, nas especialidades e regiões estratégicas para o SUS; prestar serviços de apoio à geração do conhecimento em pesquisas básicas, clínicas e aplicadas nos hospitais universitários federais e a outras instituições públicas congêneres; prestar serviços de apoio ao processo de gestão dos hospitais universitários e federais e a outras instituições públicas congêneres, com a implementação de sistema de gestão único com geração de indicadores quantitativos e qualitativos para o estabelecimento de metas. E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ Missão Prestar serviços de atenção à saúde com excelência, criar condições para a formação profissional de qualidade e promover o desenvolvimento científico e tecnológico, mediante a gestão dos hospitais universitários federais e congêneres.  Visão Ser reconhecida pela sociedade brasileira como referência na atenção à saúde e em gestão hospitalar.  Valores • Respeito ao ser humano em todas as práticas de atenção e gestão da saúde, baseando-se nas melhores práticas, políticas e diretrizes de humanização e acolhimento, promovendo os direitos do cidadão. • Compromisso com a qualificação e a valorização dos profissionais de saúde, a fim de garantir a prestação de serviços de excelência. • Responsabilidade com uma visão abrangente da saúde para o desenvolvimento de ações e de relações comprometidas com a sociedade e com o meio ambiente. E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ A EBSRH INTEGRA O Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf) foi criado por meio do Decreto nº 7.082, de 27 de janeiro de 2010 e define diretrizes e objetivos para a reestruturação e revitalização dos hospitais universitários federais, integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo do programa é criar condições materiais e institucionais para que os hospitais possam desempenhar plenamente suas funções em relação às dimensões de ensino, pesquisa e extensão e de assistência à saúde da população. E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES PORTARIA Nº 34, DE 21 DE AGOSTO DE 2012(*) O Presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo Decreto nº 7.661, de 27 de dezembro de 2011, resolve: Tornar público que o Conselho de Administração aprovou o Regimento Interno da Empresa que dispõe, dentre outros aspectos, das instâncias de governança, da estrutura organizacional, das competências dos órgãos de administração e fiscalização e do contrato de adesão, cuja íntegra está disponibilizada no endereço eletrônico www.mec.gov.br/ebserh. JOSÉ RUBENS REBELATTO PRESIDENTE E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ Da Estrutura Organizacional Art. 6º Para cumprimento das suas competências legais, a EBSERH apresenta a seguinte estrutura de governança: §1º Órgãos de administração: I. Conselho de Administração; II. Diretoria Executiva composta por: a) Presidência: b) Diretoria de Atenção à Saúde e Gestão de Contratos; c) Diretoria de Logística e Infraestrutura Hospitalar; d) Diretoria Administrativa Financeira; e) Diretoria de Gestão de Pessoas; e f) Diretoria de Gestão de Processos e Tecnologia da Informação III. Conselho Consultivo. §2º Órgãos de fiscalização: a) Conselho Fiscal; b) Auditoria Interna. E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ DECRETO Nº 7.661, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2011. Aprova o Estatuto Social da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares -EBSERH, e dá outras providências. E B S R H http://ebserh.mec.gov.br/ É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota. Theodore Roosevelt 0 BOA SORTE